Ao ler estes dois textos, lembrei-me da minha própria história de vida. É engraçado nos deparmos com as nossas lembranças de como começamos a escrever e como se deu o nosso processo de leitura. Na minha casa, nunca teve muitos livros a não ser aqueles indicados pela escola, meus pais nunca foram de ler livros de literatura, e sim jornais e revistas. Minha mãe pouco leu ou contou histórias para mim e meu irmão na beirada da cama quando íamos dormir, mas sempre escutei histórias do meu avô paterno sobre sua infância em uma fazenda de Bragança Paulista, histórias que eram emocionantes.
Talvez seja daí a minha paixão pelas histórias, hoje adoro ler, leio de tudo, mas não gosto muito de jornais, será ironia? Não culpo meus pais por não terem comprado diversos livros para eu ler quando criança (porque sei que também não foram criados para ler), nem a escola pelo pouco incentivo ao gosto pela leitura, mas sinceramente não sei de onde vem a paixão pelos livros, só sei que amo ler (mais do que escrever)... Aí ficam as dúvidas que nunca serão esclarecidas, o ambiente ajuda ou não formar bons leitores ou escritores? Não sei, só sei que o ambiente da minha infância não me propiciou grandes incentivos à leitura e à escrita, mas hoje não consigo viver sem ler livros...
* RAMOS, Graciliano. Leitura. In: Infância. Rio de Janeiro: Record, 1998, p. 95.
* RIBEIRO, João Ubaldo. Memória de Livros. In: Um brasileiro em Berlim. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995, p. 137.
quarta-feira, 31 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
"A Filosofia da Composição" de Edgar Allan Poe
Ao ler este texto e discuti-lo em sala de aula, pude me apropriar da maneira como Edgar Poe escreve seus poemas, em particular, "O Corvo", confesso que a leitura deste texto foi um tanto difícil quanto o poema, para ser exata um pouco cansativo por ter tantos detalhes, mas muito interessante por trazer em sua essência o modo que alguém compõe um poema. Fiquei impressionada com a preocupação de Edgar em escrever algo tão rigoroso em sua métrica, significado e sonoridade das palavras. Sinceramente, gosto de saber como escritores e compositores escrevem suas poesias, narrativas, romances, músicas, enfim, a história daquele texto, quais as emoções envolvidas, o que o levou a escrever...
Mas, por outro lado, saber como o texto foi escrito e em quais circunstâncias dependerá de sua leitura, ou seja, geralmente procuramos saber mais sobre aquilo que estamos lendo se isso nos tocou de alguma forma ou se gostamos da leitura; o que é desvantajoso ao meu ver, pois perdemos muito de conhecer a forma de pensar dos diversos autores que entramos em contato no nosso dia-a-dia, ficando mais fácil falarmos que não gostamos da leitura feita do que estudar, pesquisar sobre a forma daquele escritor compor sua obra e ter subsídios para elogiá-lo ou criticá-lo.
Mas, por outro lado, saber como o texto foi escrito e em quais circunstâncias dependerá de sua leitura, ou seja, geralmente procuramos saber mais sobre aquilo que estamos lendo se isso nos tocou de alguma forma ou se gostamos da leitura; o que é desvantajoso ao meu ver, pois perdemos muito de conhecer a forma de pensar dos diversos autores que entramos em contato no nosso dia-a-dia, ficando mais fácil falarmos que não gostamos da leitura feita do que estudar, pesquisar sobre a forma daquele escritor compor sua obra e ter subsídios para elogiá-lo ou criticá-lo.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Discussões, reflexões e crescimento
A discussão feita na aula passada baseada nos textos de Rachel de Queiroz, me fez perceber o quanto os seres humanos são diferentes e como estes podem pensar de diferentes modos sobre um mesmo assunto. Penso que a diversidade de pensamentos, crenças e valores traz reflexões sobre pontos de vistas divergentes e que isso nos faz crescer como pessoas que tem como um dos objetivos da vida ser educadores. Aulas que nos fazem pensar, discutir e refletir nos mostra um caminho a trilhar, uma prática pedagógica a seguir, acredito que a educação seja sinônimo de reflexão.
Pense como a vida seria chata se todos pensássemos iguais, não haveria movimento, transformação; as pessoas com o passar do tempo pensam diferente, isso fica claro nos dois textos de Rachel, em um momento ela defende a ideia de que a escrita se dá por meio da "inspiração" e num segundo momento (alguns anos depois), ela parece não concordar tanto com esta concepção.
Acredito que o importante não é chegarmos a um consenso, mas construirmos um conhecimento sólido, com reflexões críticas.
Pense como a vida seria chata se todos pensássemos iguais, não haveria movimento, transformação; as pessoas com o passar do tempo pensam diferente, isso fica claro nos dois textos de Rachel, em um momento ela defende a ideia de que a escrita se dá por meio da "inspiração" e num segundo momento (alguns anos depois), ela parece não concordar tanto com esta concepção.
Acredito que o importante não é chegarmos a um consenso, mas construirmos um conhecimento sólido, com reflexões críticas.
"O Corvo" *
Bem, por onde começar? Na verdade, fiquei empolgadíssima para ler este poema, pois se tratava de uma obra traduzida por Fernando Pessoa (um poeta que admiro muito), mas ao ver o tamanho do texto já me assustei, olhei para o nome do escritor do poema (Edgar Poe) e para ser sincera nunca tinha ouvido falar nesta pessoa.
Então, resolvi ler o texto, na sala não me incomodei com o barulho, mas estava difícil de compreender o poema, não conseguia entender do que se tratava, comecei a fazer um paralelo de que o corvo (título)estava relacionado com a morte, talvez se tratasse de um poema que falasse do fim da vida (primeira hipótese levantada por mim), mas mesmo assim as palavras utilizadas não ajudavam na compreensão, a começar com "umbrais"; assim abri o link do dicionário on line, para ver o que significava; parei na sétima estrofe, estava realmente difícil para mim, voltei ao começo do poema lendo bem lentamente para ver se entendia sua essência e pouca coisa se modificou, não consegui chegar ao final.
Resolvi, então, pesquisar sobre o escritor do poema, quem foi, em que época viveu, quais suas obras mais significativas, depois desta breve pesquisa, vi (no site de busca Google) que havia outros escritores que traduziram este mesmo poema, uma na versão em prosa - Helder da Rocha, e outra na versão em verso - Machado de Assis, li o que ambos escrevem e depois retornei a ler a tradução de Fernando Pessoa, ficando mais claro do que o poema falava.
Percebi, então, que o ato de ler, assim como o de escrever é um processo lento e trabalhoso, temos, muitas vezes, que recorrer ao dicionário, à outras pessoas que falaram do mesmo assunto, além dos nossas próprias vivências e interpretações para podermos compreender o que está escrito! Realmente é um trabalho árduo, mas essencial para minha vida!!
*Poema de Edgar Allan Poe - Tradução de Fernando Pessoa
Então, resolvi ler o texto, na sala não me incomodei com o barulho, mas estava difícil de compreender o poema, não conseguia entender do que se tratava, comecei a fazer um paralelo de que o corvo (título)estava relacionado com a morte, talvez se tratasse de um poema que falasse do fim da vida (primeira hipótese levantada por mim), mas mesmo assim as palavras utilizadas não ajudavam na compreensão, a começar com "umbrais"; assim abri o link do dicionário on line, para ver o que significava; parei na sétima estrofe, estava realmente difícil para mim, voltei ao começo do poema lendo bem lentamente para ver se entendia sua essência e pouca coisa se modificou, não consegui chegar ao final.
Resolvi, então, pesquisar sobre o escritor do poema, quem foi, em que época viveu, quais suas obras mais significativas, depois desta breve pesquisa, vi (no site de busca Google) que havia outros escritores que traduziram este mesmo poema, uma na versão em prosa - Helder da Rocha, e outra na versão em verso - Machado de Assis, li o que ambos escrevem e depois retornei a ler a tradução de Fernando Pessoa, ficando mais claro do que o poema falava.
Percebi, então, que o ato de ler, assim como o de escrever é um processo lento e trabalhoso, temos, muitas vezes, que recorrer ao dicionário, à outras pessoas que falaram do mesmo assunto, além dos nossas próprias vivências e interpretações para podermos compreender o que está escrito! Realmente é um trabalho árduo, mas essencial para minha vida!!
*Poema de Edgar Allan Poe - Tradução de Fernando Pessoa
quarta-feira, 10 de março de 2010
Como ser um escritor?
Não tenho o sonho de ser uma escritora, não teria a petulância de querer ser famosa e escrever livros que seriam "Best-selleres" (nem sei se é assim que se escreve), pois acredito que seria um fracasso, só gostaria de escrever bem, sem dificuldades, sem bloqueios, como acontece com a imaginação de uma criança que não tem limites, que acontece de uma forma livre e prazerosa.
Mas, me pergunto sempre como os grandes escritores conseguem escrever belos livros e fazer com que a gente sonhe com a sua história? Seria um dom, treino, ou um estado de inspiração? Não sei responder, só sei que eles conseguem e eu mal consigo fazer este blog... Mas acredito que não podemos desistir... Temos que escrever nossas mediocridades, pois só assim venceremos o medo de colocar as palavras no papel. Acho que minha dificuldade sempre esteve ligada ao olhar do outro, ou seja, ter que passar pela avaliação de outra pessoa quando lê o que estou escrevendo... E este blog me faz toda semana lembrar de que preciso escrever e mais do que isso que outras pessoas iram ler o que eu escrever!
Mas, me pergunto sempre como os grandes escritores conseguem escrever belos livros e fazer com que a gente sonhe com a sua história? Seria um dom, treino, ou um estado de inspiração? Não sei responder, só sei que eles conseguem e eu mal consigo fazer este blog... Mas acredito que não podemos desistir... Temos que escrever nossas mediocridades, pois só assim venceremos o medo de colocar as palavras no papel. Acho que minha dificuldade sempre esteve ligada ao olhar do outro, ou seja, ter que passar pela avaliação de outra pessoa quando lê o que estou escrevendo... E este blog me faz toda semana lembrar de que preciso escrever e mais do que isso que outras pessoas iram ler o que eu escrever!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Gente, desculpe a demora, sei que me atrasei para escrever algo... Mas acho que estou com a mesma dificuldade da Renata Catib: não sei sobre o que escrever! Fora a falta de tempo! Passei a semana pensando sobre o que eu iria postar... mas não veio nenhuma ideia! Como é difícil lidar com a falta de tempo, o cansaço e as obrigações. Acredito que esta dificuldade está relacionada a rotina frenética que estou vivendo neste momento, não sobrando tempo para refletir sobre coisas básicas da vida... Mas, terei que encontrar uma forma para que eu possa organizar melhor o meu tempo e poder fazer textos e reflexões com mais qualidade. Pelo menos, vejo que esta pequena reflexão já é o começo...