quarta-feira, 23 de junho de 2010

"Hipertexto"

Pergunta da Laura: O hipertexto permite uma maior facilidade quando buscamos informações pontuais em um texto. Você acredita que ele teria apenas um caráter informativo ou não? É possível obter conhecimentos mais que informativos em um hipertexto?

          Vejo que o conhecimento nós podemos adquirir de diversas maneiras, lendo um jornal ou revista, um livro, um artigo, um poema, enfim diferentes textos. E por que não podemos obter conhecimento por meio do hipertexto? Acredito que o hipertexto assim como outros textos (informativos ou não) podem contribuir para o conhecimento já que traz em si uma extensão de significados. Todo o nosso conhecimento depende do que buscamos, como e porquê.
          O hipertexto de nada contribuirá para o nosso conhecimento se não houver um sentido para ele, agora a partir do momento em que ele tem um objetivo e um significado para algo que queremos saber, ele ganha um sentido podendo contribuir para o nosso conhecimento. Assim dependendo daquilo que buscamos saber num hipertexto, ele pode ter um caráter apenas informativo ou não.

"O Ato de Escrever"

Pergunta da Renata Padilha: Após o conhecimento e a reflexão sobre o processo cognitivo da escrita, quais são os benefícios deste estudo na prática da escrita?

         Quando o processo cognitivo da escrita fica claro para aquele que escreve, pode facilitar a prática da escrita, pois no momento da produção de um texto, o escritor conhece seu modo de funcionamento ao escrever.
         Eu, por exemplo, passo pelas seguintes etapas: planejamento, produção de texto e revisão. Ou seja, primeiro penso e reflito sobre aquilo que quero escrever, trazendo à memória tudo o que já vi, ouvi, e vivi sobre determinado assunto; depois de um breve planejamento das idéias, passo para a produção do texto escrito, colocando no papel o que quero falar sobre o tema escolhido, tentando manter uma coerência e uma linearidade; por último faço a revisão daquilo que escrevi, avaliando e alterando o que for preciso.
         Porém, não sei ao certo se todas as pessoas passam por este processo. Acho que muitas não planejam com cuidado aquilo que irá escrever, deixando o texto escrito desconexo e sem sentido, mas quando passamos a nos conhecer como escritores e como funcionamos quando escrevemos, tomamos cuidado com a nossa escrita, com aquilo que queremos dizer e melhorando a qualidade de nosso texto.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

"O Ato de Ler"

"Ao conceber a atividade da leitura como sendo um diálogo que se estabelece entre o leitor e o autor através do texto, nos deparamos com uma pluralidade de leituras. Em sua opinião, quais os pontos positivos e negativos desse fato para o ensino da leitura?"

        Esta pergunta refere-se ao 3º Seminário, formulada por Flávia.
        Na minha opinião, o ensino da leitura só tem a se beneficiar com a pluralidade e diversidade de leitura. Quando lemos um livro ou texto entramos em contato com o universo do autor, sua maneira de escrever e pensar sobre determinado assunto, mas ao mesmo tempo que entramos em seu universo nossas experiências, vivências, pensamentos e conhecimentos estão em contato com a leitura. Ao lermos há uma miscigenação de ideias tanto do autor quanto nossas que vão construindo, dando significado e vida ao texto lido. No ato de ler não há como ignorar a figura do leitor com todas as suas vivências nem a figura do autor que tem um propósito para escrever um texto/ livro; no ensino da leitura devemos levar em conta estas duas figuras, pois diferentes interpretações sobre um texto são válidas, mas o objetivo de um texto ser escrito não pode cair no esquecimento.

"História da escrita"

"A escrita cuneiforme possibilitou maiores nuances de sentidos e matizes de significados, possibilitando assim o registro de uma literatura muito mais rica e complexa. A sofisticação na escrita aumentou muito, mas será que a escrita pode ser considerada tão rica ou eficiente quanto a nossa linguagem oral?"

         Esta pergunta refere-se ao 1º Seminário, do qual participei, formulada por Renata Catib.
         Acredito que a escrita é muito importante assim como a linguagem oral. Não podemos dizer que uma é mais rica ou eficiente quanto a outra, mas sim considerá-las como instrumentos que atendem necessidades diferentes. A linguagem oral, por exemplo, se torna eficiente quando há uma outra pessoa presente para haver o diálogo/ a escuta; já a escrita tem sua eficiência quando não há pessoa presente para dialogar e assim se consegue comunicar aquilo que deseja, por meio de textos, cartas, mensagens...
         Não podemos negar que tanto a escrita como a linguagem oral são importantíssimas para o ser humano, pois através delas o homem registrou sua história e construiu culturas/ civilizações. 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Os leitores silenciosos"

Pergunta da Samanta: O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.

          Em relação ao texto lido silenciosamente por mim e o texto lido em voz alta para mim, tenho a preferência pela leitura silenciosa, pois consigo me concentrar mais naquilo que estou lendo, isso acontece porque acho que desde os primórdios de minha vida como leitora, fui treinada a me concentrar e compreender a leitura silenciosa do que a escutar leituras feitas por outros.
          Tive pouco contato com as leituras feitas em voz alta por outros, exceto na escola pelos os professores, mas fora isso não havia em minha casa, ou em outros ambientes, leituras em voz alta. Por exemplo, quando vou a algum lugar, como numa reunião de professores da escola onde trabalho, consigo compreender mais um certo assunto a ser discutido, se há um texto no qual posso ler antecipadamente em silêncio, do que se a diretora ou outra pessoa lê em voz alta, pois me disperso e começo a pensar em outros assuntos.
          O texto lido em silêncio possibilita marcações ao lado, grifos, relações, que algumas vezes no texto lido em voz alta nos escapa, passa desapercebido. Mas, o texto lido em voz alta, por exemplo, num grupo, pode suscitar comentários, lembranças, trocas que talvez o silencioso não suscitaria.
          Não há a melhor ou a pior forma de ler, o importante é escolhermos a maneira com a qual melhor compreendemos a leitura!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Questão referente ao Seminário

Leia o trecho abaixo, retirado do texto "Práticas de Escrita":

"escrever é uma prática social, isto é, resulta do desenvolvimento de uma tecnologia específica, de um conhecimento longamente assimilado durante anos de formação, o qual terá funções diferentes em épocas e lugares distintos, participando de inúmeras maneiras da dinâmica da sociedade".

Explique a prática social da escrita assim compreendida a partir de um exemplo, demonstrando como essa afirmação é verdadeira.